O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de um número significativo de presos por razões políticas, incluindo cidadãos estrangeiros. Entre os nomes citados estão a ativista Rocío San Miguel, presa em 2024 sob acusações de traição à pátria, terrorismo e conspiração, e o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez.
Segundo Rodríguez, as solturas começaram imediatamente após o anúncio, sem que fosse informado o total de beneficiados. Ele afirmou que a decisão foi tomada para garantir a convivência pacífica no país e que não houve negociação com outras partes. O parlamentar, no entanto, agradeceu a intermediação do ex-primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governo do Catar, embora a participação desses governos ainda não esteja clara.
As libertações ocorrem sob o governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu após a operação militar dos Estados Unidos, em 3 de janeiro, que resultou na captura do presidente deposto Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, atualmente detidos em Nova York.
O anúncio acontece um dia depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarar que o governo americano estruturou um plano em três fases para a Venezuela, prevendo estabilização do país, libertação de opositores presos e, por fim, uma transição política.
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