Minas Gerais

Mulher internada após usar caneta emagrecedora: o que se sabe sobre o caso e o produto

54

Uma mulher de 42 anos segue internada desde dezembro em estado grave, em Belo Horizonte, após desenvolver complicações associadas ao uso de uma caneta emagrecedora sem indicação médica. A paciente é a auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes.

De acordo com familiares, Kellen começou a utilizar o medicamento no fim de novembro. O produto, trazido do Paraguai, foi usado sem prescrição ou acompanhamento médico. Em meados de dezembro, ela passou a apresentar os primeiros sinais de alerta, entre eles urina com coloração avermelhada, o que a levou a interromper o uso da caneta.

No dia 17 de dezembro, Kellen foi internada pela primeira vez com fortes dores abdominais. Após avaliação médica, recebeu alta no dia 25, com suspeita de intoxicação medicamentosa. Poucos dias depois, o quadro se agravou. Ela passou a sentir fraqueza muscular intensa, com dificuldade para se levantar e caminhar sozinha.

📸 Siga o tpower no Instagram

No dia 28 de dezembro, a auxiliar administrativa precisou ser internada novamente. Durante a nova internação, também apresentou insuficiência respiratória e alterações neurológicas. Segundo a família, o diagnóstico foi de Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso periférico, podendo provocar fraqueza muscular, dormência, formigamento e, em casos mais graves, paralisia.

Ainda conforme os familiares, a caneta emagrecedora teria funcionado como um “gatilho” para o desenvolvimento da síndrome. Atualmente, Kellen apresenta melhora gradual e o estado de saúde é considerado estável.

O medicamento utilizado foi a caneta emagrecedora Lipoless, vendida a Kellen como se fosse tirzepatida, mesma molécula presente no medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado para emagrecimento. O Lipoless não possui registro no Brasil e foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde o ano passado.

Como se trata de um produto sem registro, não há controle sobre sua composição, concentração, condições de fabricação, armazenamento ou transporte, o que amplia significativamente os riscos à saúde de quem utiliza esse tipo de substância.

A família informou que não sabe como o medicamento foi adquirido, se a compra ocorreu pela internet ou por outro meio, nem o valor pago pela caneta.

📲Clique aqui para entrar no grupo de WhatsApp do tpower

tpower – @portaltpower
Conectado na notícia!

Artigos relacionados

Minas Gerais

Bancário sequestrado com família será indenizado em MG

A Justiça do Trabalho determinou o pagamento de R$ 30 mil por...

Minas Gerais

Diocese se pronuncia após padre dizer que não daria comunhão a apoiadores de Nikolas Ferreira em Minas

  A Diocese de Caratinga se pronunciou após a repercussão da fala...

Minas Gerais

MG: criança de 3 anos, desaparece após brincar em quintal; família está desesperada

A pequena Alice Maciel Lacerda Lisboa, de 03 anos, está desaparecida desde...

Minas Gerais

Por que canetas emagrecedoras ilegais representam risco à saúde

Uma mulher de 42 anos, moradora de Belo Horizonte, permanece internada em...

error: Content is protected !!