A Diocese de Caratinga se pronunciou após a repercussão da fala do padre Flávio Ferreira Alves durante uma missa na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo e Pingo D’Água (MG). Na ocasião, o sacerdote afirmou que fiéis que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira não deveriam receber a comunhão.
Em nota oficial, a Diocese classificou o episódio como um “fato isolado” e reafirmou “seu compromisso inabalável com o livre exercício da democracia e com o respeito à pluralidade de opiniões”. O comunicado também destacou que o ambiente da igreja deve ser um espaço de acolhimento, onde todos se sintam integrados, independentemente de posicionamentos políticos.
Ainda segundo a Diocese, o padre reconheceu o erro. A nota afirma que “sua fala, proferida em um momento de forte emoção, não condiz com as orientações pastorais da Igreja” e que ele “expressa seu profundo arrependimento e pede perdão” aos fiéis que se sentiram ofendidos. O texto reforça também que “a Eucaristia é o sacramento da unidade e não deve ser utilizada como instrumento de divisão ou segregação”.
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Relembre o caso
O caso ganhou repercussão após o padre declarar durante a missa: “Tem gente católico concordando com ele (Nikolas Ferreira). Tem católico concordando com Nikolas. Vou falar mas uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas e não quer dar botijão de gás pro pobre, favor saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia.”
Após a divulgação, Nikolas Ferreira reagiu e afirmou: “Esse disparate foi um dos vídeos mais bizarros que eu já vi”, dizendo ainda que o padre “condicionou a Eucaristia”, que segundo ele é “o maior momento de comunhão com Cristo”.
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