Uma pesquisa inédita da FGV Ibre, com base em dados de 160 países, revelou que o brasileiro trabalha, em média, 40,1 horas por semana — abaixo da média global de 42,7 horas. O levantamento coloca o Brasil na 60ª posição em um ranking de “esforço”, indicando que o país trabalha menos do que o esperado para seu nível de produtividade e perfil demográfico.
De acordo com o estudo, enquanto em países como a Alemanha a menor jornada está associada a fatores estruturais, no Brasil a explicação pode ser cultural. Economistas ouvidos na análise afirmam que o brasileiro teria priorizado mais tempo de lazer antes mesmo de atingir níveis mais elevados de renda.
O contraste também aparece na comparação com nações asiáticas, como a Coreia do Sul, onde a carga de trabalho supera o esperado. Segundo os dados, o brasileiro trabalha cerca de 1 hora e 12 minutos a menos por semana do que sua capacidade produtiva sugeriria.
Especialistas alertam que essa diferença tem impacto direto na renda. A estimativa é de que, ao trabalhar aproximadamente 25% menos que países comparáveis, a renda média também tende a ser cerca de 25% inferior. O tema ganha relevância em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1, reforçando que a jornada média no Brasil já é inferior ao que parte da população acredita.
tpower – @portaltpower
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