A escritora mineira Bárbara Mançanares, nascida em Alfenas e criada em Paraguaçu, está entre os cinco finalistas da categoria Poesia da 68ª edição do Prêmio Jabuti, uma das mais tradicionais premiações literárias do Brasil. Ela concorre com o livro A dança áspera das raízes, publicado em 2025 de forma independente.
A publicação foi viabilizada por uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou R$ 2.614 e contou com 40 apoiadores, permitindo a impressão de 150 exemplares. A obra foi lançada pelo selo Praga, da Associação Toma Aí Um Poema (TAUP).
Atualmente morando em Eunápolis, no sul da Bahia, Bárbara é artista têxtil, historiadora, mestre em museologia e patrimônio, além de escritora. Entre seus trabalhos anteriores está Cartografia do corpo que canta, vencedor do Prêmio Mozart Pereira Soares de Poesia em 2023.
Na disputa pelo Jabuti, ela divide a lista de finalistas com Adélia Prado, Adriana Lisboa, Nina Rizzi e Alberto Martins.
Com 136 páginas, A dança áspera das raízes reúne poemas sobre luto, morte, relações familiares e origens. Dedicada ao pai da autora, a obra aborda a perda por meio de imagens relacionadas à terra, à água e à natureza, elementos ligados à trajetória de Bárbara, que viveu na roça dos 4 aos 18 anos.
A escritora considera a indicação um reconhecimento de seu trabalho e uma oportunidade de ampliar a visibilidade da poesia independente. A presença entre os finalistas também abre a possibilidade de uma tiragem maior do livro.
A cerimônia do Prêmio Jabuti 2026 acontece nesta terça-feira (27), em São Paulo, com o anúncio dos vencedores das 23 categorias.
💬 Boa sorte, Bárbara Mançanares!
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