Uma ação de dois pré-candidatos ligados ao bolsonarismo terminou em tumulto e retirada forçada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) nesta quarta-feira (22). Douglas Garcia e Marília Amaral estavam em frente à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) gravando vídeos e propondo um desafio a estudantes: pagar R$ 500 via Pix a quem “provasse” que Luiz Inácio Lula da Silva seria melhor para o Brasil do que Jair Bolsonaro.
Douglas Garcia, de São Paulo, é pré-candidato a deputado estadual. Já Marília Amaral, natural de Pouso Alegre (MG), também é pré-candidata e tem ligação com a política mineira. A provocação gerou reação imediata de estudantes, que se concentraram no local com gritos de protesto. A gravação foi interrompida e houve discussão, seguida de confronto físico. Um vídeo divulgado pelo diretório acadêmico acusa os pré-candidatos de agressão e uso de gás de pimenta. Eles negam e afirmam ter sido vítimas de ataques.
Segundo Douglas Garcia e Marília Amaral, dois estudantes ainda teriam subtraído equipamentos utilizados na gravação durante a confusão. A informação não foi confirmada por outras fontes até o momento.
Douglas Garcia relatou ferimento na região do olho. Marília Amaral também disse ter sofrido violência. Segundo a assessoria, ele agiu para protegê-la durante o episódio.
A segurança da universidade interveio e determinou a saída da dupla do campus. Os pré-candidatos afirmaram que não comunicaram previamente a visita por estarem em espaço público.
Em nota, a equipe de Douglas Garcia classificou o episódio como um atentado à liberdade de expressão e criticou a reação de estudantes. Marília Amaral é pré-candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, enquanto Garcia disputa vaga de deputado estadual em São Paulo. Na semana anterior, ela esteve na Universidade Federal de Lavras (UFLA).
tpower – @portaltpower
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