Três pessoas que receberam aplicações de polilaminina, substância que está em fase I de estudos clínicos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), morreram nos últimos dias. A informação foi confirmada pelo laboratório Cristália, responsável pela produção do medicamento.
Os óbitos ocorreram em diferentes estados. O primeiro foi registrado no Espírito Santo, em 28 de janeiro. O segundo aconteceu no Paraná, em 1º de fevereiro. Já o terceiro caso ocorreu no Rio de Janeiro, em 9 de fevereiro. Todos os pacientes tinham lesão medular e receberam a substância por ordem judicial.
De acordo com o Cristália, não há evidências de relação direta entre as mortes e a polilaminina. A empresa informou que os falecimentos decorreram de complicações clínicas consideradas graves: embolia pulmonar, pneumonia e septicemia. Ainda segundo a farmacêutica, os pacientes apresentavam quadros complexos, não haviam recebido alta hospitalar e tiveram intercorrências médicas durante a internação.
Os dois primeiros casos já foram notificados à Anvisa, e a comunicação do terceiro estava em andamento.
A polilaminina é fruto de pesquisas conduzidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e está na fase inicial de testes clínicos. Nesta etapa, o objetivo principal é avaliar a segurança do produto, não sua eficácia. Especialistas reforçam que ainda é cedo para conclusões sobre resultados terapêuticos, sendo necessários estudos adicionais para definição de dose e análise da relação entre riscos e benefícios.
tpower – @portaltpower
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