A família de Luiz Felipe da Silva Lisboa, de 19 anos, protocolou na manhã desta segunda-feira (5) um pedido formal de cassação do mandato do presidente da Câmara Municipal de Varginha. O jovem foi atropelado na madrugada do Ano Novo. A informação foi confirmada pela própria Câmara, que afirmou que os procedimentos previstos no regimento interno serão seguidos.
O vereador envolvido no caso é Marco Antônio de Souza, conhecido como Marquinho da Cooperativa (Mobiliza). De acordo com o boletim de ocorrência, ele é apontado como suspeito de ter atropelado o jovem, supostamente sob efeito de álcool, e deixado o local sem prestar socorro.
Ainda nesta segunda-feira, foi realizada uma reunião na Câmara para tratar do assunto, a portas fechadas. O conteúdo discutido não foi divulgado. Segundo a assessoria da Casa, os vereadores ainda precisarão convocar uma nova reunião para decidir se será aberto ou não um processo para análise da cassação do mandato, o que deve ocorrer somente após o fim do recesso parlamentar, depois de 5 de fevereiro.
No mesmo dia, Marquinho concedeu entrevista coletiva à imprensa e apresentou um documento médico emitido pelo Hospital Bom Pastor, referente ao atendimento realizado na data do acidente, após encaminhamento feito pela Polícia Militar. No laudo, o médico plantonista registrou que “policiais trazem homem consciente, orientado, em posse de suas faculdades mentais, sem sinais de embriaguez”. Não foram divulgados exames de sangue nem teste do bafômetro.
O vereador afirmou que o documento reforça a versão apresentada por ele aos policiais, de que não havia ingerido bebida alcoólica. Sobre não ter parado no local do acidente, ele alegou que não percebeu o atropelamento. “Eu não vi o atropelamento. Tinha muita gente, o local é escuro, o prefeito precisa iluminar aquele local e tinha várias pessoas. Não fugi de lugar nenhum, fui embora para minha casa. Se eu fugisse, eu não ia para minha casa. Eu cheguei em casa, a polícia chegou e falou que eu tinha atropelado uma pessoa. Não senti impacto, porque ali tem vários redutores de velocidade. Então passei normal, fui para minha casa normal, sem fugir”, declarou.
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Luiz Felipe foi atingido pelas costas quando retornava da festa da virada no Centro de Eventos Mauro Brito, acompanhado da namorada e de um amigo. O atropelamento ocorreu em um trecho da Avenida Celina Ferreira Tony, na madrugada de quinta-feira (1º).
Após receber informações sobre o veículo envolvido, a Polícia Militar localizou o vereador em uma área de chácaras. Pouco antes do atropelamento, uma câmera de segurança registrou a caminhonete de Marquinho colidindo com um contêiner em uma rua do bairro Sion, próximo ao local do ocorrido. Segundo o vereador, a batida aconteceu porque ele estaria olhando o celular e se distraiu.
O boletim de ocorrência e um vídeo divulgado, mostra o momento que os policiais constataram sinais claros de embriaguez, como hálito etílico, olhos avermelhados e fala desconexa. Ainda conforme o registro, o vereador teria se recusado a realizar o teste do bafômetro e informado que buscaria a esposa em uma festa, além de negar o consumo de álcool, afirmando estar sóbrio há décadas.
Marquinho contesta essa versão e afirma que disse aos policiais que só faria o teste na presença de seu advogado. Diante da suspeita de condução sob efeito de álcool, da fuga do local e da omissão de socorro, ele foi preso em flagrante e levado ao presídio de Varginha. No dia seguinte, após audiência de custódia, foi liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil e cumprimento de medidas cautelares.
Luiz Felipe sofreu diversos ferimentos pelo corpo e pela face e, segundo o advogado da família, precisou retornar ao hospital após o acidente devido às fortes dores que continuava sentindo.
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