Seis presídios de Minas Gerais vão passar por mudanças e devem adotar, nos próximos seis meses, padrões de segurança semelhantes aos de unidades federais. A proposta é ampliar o controle interno e dificultar a atuação de organizações criminosas dentro das unidades.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Penal, Leonardo Mattos Alves Badaró, grande parte dos detentos acaba sendo cooptada por facções dentro do sistema prisional. As novas medidas têm como objetivo evitar o aliciamento de novos integrantes e reduzir a influência de grupos como PCC e Comando Vermelho, com monitoramento integral e isolamento de lideranças.
Entre as mudanças previstas estão a instalação de bloqueadores de sinal, proibição da entrada de alimentos externos, substituição do cercamento, implantação de câmeras com reconhecimento facial e de placas, além de treinamento de servidores e reforço de viaturas e armamentos.
Outra alteração significativa será no modelo de visitas, que passarão a ocorrer por meio de parlatórios, com comunicação por interfone em cabines individuais, sem contato físico e com monitoramento constante.
Minas Gerais possui atualmente 166 unidades prisionais e cerca de 70 mil detentos, sendo aproximadamente três mil ligados a facções criminosas. Esses presos devem ser transferidos gradualmente para as seis unidades com segurança reforçada.
tpower – @portaltpower
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