O Brasil atingiu em 2024 a maior carga tributária dos últimos 20 anos. Pelo cálculo tradicional, os tributos chegaram a 34% do PIB. Pela nova metodologia do governo (que exclui FGTS e Sistema S), o índice é de 32% do PIB.
O aumento na carga tributária foi de cerca de 2 pontos percentuais em apenas um ano, com aumentos em todas as esferas. A União viu sua fatia subir de 19,9% para 21,3% do PIB (+1,4 p.p.), impulsionada pelo aumento em mais de 27 tributos desde o início do governo Lula Ill. Nos Estados, a carga subiu de 8,01% para 8,46% do PIB, e nos Municípios, de 2,31% para 2,44% do PIB.
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O maior peso da tributação está nos impostos sobre consumo (embutidos em produtos), que somaram R$ 1,64 trilhão e representam 43% da arrecadação total (mais de 45% com IOF).
O problema é que esse imposto “pesa igual para ricos e pobres, mas consome uma fatia muito maior da renda de quem ganha menos”, , colocando o Brasil entre os países
que mais taxam o consumo no mundo. Em contraste, os impostos sobre renda e lucro representam apenas 28% da arrecadação.