Paraguaçu

Empresário de Paraguaçu condenado por sequestros de funcionários de bancos é preso

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Um empresário de 32 anos foi preso pela Polícia Militar na quinta-feira (2), no estabelecimento comercial de sua família, na região central de Paraguaçu. Ele era considerado foragido da Justiça após ser condenado pelos crimes de organização criminosa, extorsão mediante sequestro e roubo praticados contra funcionários de bancos durante ataques registrados no município em 2017.

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Conforme apuração do Portal tpower, o empresário estava no interior de uma caminhonete preta quando foi localizado e abordado pelos militares. Contra ele havia um mandado de prisão decorrente da condenação definitiva. A sentença, proferida no fim de março de 2023, fixou a pena em 40 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Ainda de acordo com as informações obtidas pelo Portal tpower, o condenado permaneceu foragido por aproximadamente dois anos e teria deixado o Brasil, permanecendo fora do país durante esse período. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro para realização do exame de corpo de delito e, posteriormente, apresentado à Polícia Civil para os procedimentos legais, sendo depois recolhido ao sistema prisional para início do cumprimento da pena.

A condenação faz parte do desfecho de uma série de investigações sobre uma organização criminosa especializada em ataques contra funcionários de instituições financeiras na região. Segundo o processo, o grupo utilizava a modalidade conhecida como “sapatinho”, em que funcionários de bancos e seus familiares eram rendidos, mantidos sob ameaça e obrigados a facilitar o acesso dos criminosos às agências bancárias.

Um dos casos ocorreu na noite de 8 de junho de 2017, quando uma gerente de banco, de 53 anos, e o marido, de 59, foram rendidos dentro de casa por criminosos armados. Durante o sequestro, um familiar conseguiu esconder o celular e enviar um pedido de socorro ao irmão, que acionou a Polícia Militar. Ao chegarem ao imóvel, os militares encontraram um adolescente de 17 anos mantendo a arma apontada para a cabeça da gerente, enquanto outro integrante da quadrilha fugia por um cafezal. Após cerca de 30 minutos de negociação, o suspeito se entregou e revelou a participação dos demais envolvidos na organização criminosa.

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Outro crime atribuído ao grupo aconteceu em 25 de maio de 2017. Na ocasião, um funcionário de uma instituição financeira e um familiar foram rendidos dentro da residência onde estavam. Uma das vítimas foi levada para um cafezal entre Fama e Alfenas, enquanto um dos criminosos obrigou o funcionário a acompanhá-lo até a agência bancária. No local, o assaltante conseguiu retirar dinheiro do cofre, levou o colete do vigilante e fugiu utilizando o carro da própria vítima. O familiar sequestrado só foi libertado posteriormente nas proximidades de Serrania, permitindo que a polícia fosse acionada.

As investigações identificaram integrantes da organização criminosa em Paraguaçu e Alfenas. Somadas, as penas aplicadas aos condenados chegam a 154 anos, 6 meses e 30 dias de reclusão, sendo um dos processos criminais de maior repercussão envolvendo ataques a funcionários de bancos na região.

Portal tpower
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