“Hoje é um dia especial. Pela primeira vez, nos meus 27 anos, consegui meu primeiro emprego”.
A frase publicada por Matheus Tavares na rede X (antigo Twitter) ultrapassou 2 milhões de visualizações em poucas horas e rapidamente ganhou repercussão.
Entre mensagens de apoio, também surgiram críticas: “Me pergunto como tu chegou nessa idade sem se sentir um completo inútil”, escreveu um usuário.
Diante da repercussão, Matheus explicou que não se tratava de nunca ter trabalhado. Ao longo dos anos, ele construiu uma trajetória com diversas ocupações informais, como office-boy, fotógrafo, garçom, vendedor, corretor, motoboy, motorista de aplicativo, mecânico, camelô, além de atuar com manutenção de celulares e pequenos negócios.
Segundo ele, o termo “primeiro emprego” se referia ao primeiro vínculo com uma empresa, mesmo sem ser no regime CLT.
“Aos 27 anos, nunca fui CLT. Mas agora tenho meu primeiro emprego formal, meu primeiro cargo, meu primeiro vínculo com uma empresa. Antes eu tinha trabalhos. Agora tenho um emprego”, explicou.
O caso ampliou o debate sobre idade para ingressar no mercado formal, preconceitos contra quem não tem carteira assinada e a possibilidade de construir carreira fora da CLT.
Antes da tecnologia, Matheus começou a trabalhar ainda adolescente, conciliando estudos com atividades no centro de São Paulo. Depois, enfrentou mudanças de cidade e dificuldades de acesso ao mercado formal.
Em Canoas (RS), atuou como motoboy, teve contato com tecnologia e abriu uma loja de manutenção. Mais tarde, voltou aos aplicativos e, diante de dificuldades, aprendeu mecânica por conta própria, transformando a habilidade em profissão.
Apesar de nunca ter tido vínculo formal até então, ele afirma que sempre trabalhou.
tpower – @portaltpower
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