Um relatório divulgado nesta segunda-feira (13) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) aponta para a provável formação do fenômeno El Niño em 2026, com chance de atingir intensidade “muito forte” entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O cenário tem gerado preocupação por possíveis impactos significativos no clima do Brasil.
No país, uma nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indica que o fenômeno pode provocar mudanças expressivas nos padrões de chuva e temperatura, elevando o risco de eventos extremos em diversas regiões.
Para a região Sul, a expectativa é de aumento no volume de chuvas, com possibilidade de enchentes e inundações. Já no Norte e Nordeste, o fenômeno tende a reduzir as precipitações, o que pode resultar em secas severas e atraso no período chuvoso.
No Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de temperaturas mais elevadas e baixa umidade do ar. Conforme o Cemaden, essa combinação pode intensificar o risco de incêndios florestais no Pantanal e na Amazônia, especialmente a partir de agosto de 2026.
De acordo com a NOAA, o clima deve permanecer em condição de neutralidade até o trimestre entre maio e julho de 2026. Após esse período, a probabilidade de formação do El Niño sobe para 62%. Já o Cemaden aponta que esse índice pode ultrapassar 80% na segunda metade do ano.
Segundo o órgão brasileiro, há mais de 80% de chance de um novo episódio do fenômeno ocorrer entre agosto e outubro de 2026, com potencial de se intensificar nos meses seguintes.
tpower – @portaltpower
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