Novas informações reforçam as suspeitas de falhas médicas no caso da servidora pública do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Camila Nogueira, de 38 anos, que sofreu danos cerebrais irreversíveis após uma cirurgia para retirada de pedra na vesícula e correção de hérnia, realizada em um hospital de Recife.
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Imagens anexadas à representação da família mostram a médica anestesista que integrou a equipe cirúrgica manuseando um celular enquanto realizava a ventilação manual da paciente, durante a tentativa de reanimação. O registro visual é citado como um dos principais elementos que sustentam o pedido de responsabilização profissional.
Segundo o marido de Camila, o médico Paulo Menezes, a paciente deveria estar conectada a um respirador no momento em que foi transferida do centro cirúrgico para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “A anestesista ficou apertando o aparelho que manda oxigênio com uma mão e usando o celular com a outra. Em determinado momento, ela solta o equipamento e permanece apenas no celular”, denunciou.
A defesa da família aponta uma sequência de supostas falhas no atendimento. Na representação encaminhada ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), os advogados relatam que Camila apresentava episódios de apneia, com interrupções repetidas da respiração, e que os alarmes dos equipamentos teriam sido ignorados pela equipe por cerca de um minuto e 42 segundos.
Ainda conforme o documento, a paciente permaneceu em sofrimento respiratório por aproximadamente 15 minutos. Às 11h16, Camila teria evoluído para uma parada cardiorrespiratória, mas o evento só teria sido clinicamente identificado pela equipe por volta das 11h18, quase dois minutos após o registro eletrônico.
Diante dos fatos, a família pede o afastamento imediato e a cassação do registro profissional da anestesista Mariana Parahyba e das cirurgiãs Clarissa Guedes e Danielle Teti, que participaram do procedimento.
tpower – @portaltpower
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