A ex-ginasta olímpica Laís Souza esteve nesta quinta-feira (12) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde conheceu pessoalmente a pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma substância que vem sendo estudada como possível avanço no tratamento de lesões na medula espinhal.
Laís, que ficou tetraplégica após um acidente durante um treino em 2014, fez questão de ir até o laboratório para agradecer à cientista pelos anos dedicados à pesquisa. O encontro foi compartilhado nas redes sociais da atleta e marcou um momento de forte significado pessoal após mais de uma década acompanhando estudos sobre sua condição.
“Eu precisava vir pessoalmente agradecer por todos esses anos dedicados à pesquisa”, escreveu Laís. Ela relatou que, ao longo de 12 anos desde a lesão, acompanhou diversas pesquisas ao redor do mundo, mas sem criar expectativas. Segundo a ex-atleta, nenhum estudo havia despertado nela o sentimento que teve ao conhecer a polilaminina.
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A ex-ginasta também destacou que sempre afirmou que viajaria para qualquer lugar do mundo caso surgisse uma pesquisa verdadeiramente promissora, mas que nunca imaginou que encontraria essa esperança no próprio país. “Nunca, nem nos meus melhores sonhos, imaginei que essa luz estaria tão perto. Aqui na nossa casa, no nosso país”, afirmou.
Apesar do otimismo, Laís ressaltou que acompanha os avanços com cautela e esperança, torcendo para que os resultados possam impactar não apenas sua própria vida, mas também milhões de pessoas ao redor do mundo que convivem com lesões semelhantes. Em uma mensagem direta à pesquisadora, ela declarou: “Tatiana, hoje eu vim te dar um abraço. Porque o seu abraço eu já recebo todos os dias, a cada notícia.”
O encontro simboliza a aproximação entre a ciência brasileira e pessoas que aguardam há anos por avanços que possam transformar suas realidades.
tpower – @portaltpower
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