Brasil

Cinco de oito presidentes pós-ditadura foram alvos da Justiça

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Desde a redemocratização em 1985, o Brasil teve oito presidentes civis, mas a estabilidade institucional no comando do país tem sido um desafio constante. Em 40 anos, a maioria dos líderes que ocuparam o Palácio do Planalto enfrentou sérias crises políticas e jurídicas, incluindo processos de impeachment, condenações e até prisões.

Apenas três presidentes — José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso — concluíram seus mandatos sem sofrer condenações, prisões ou a perda do cargo. Os demais tiveram seus governos ou o período pós-Presidência diretamente afetados por investigações e julgamentos.

Presidentes que enfrentaram problemas com a Justiça:

* Fernando Collor: Em 1992, renunciou para evitar a cassação por impeachment, acusado de envolvimento em um esquema de corrupção. Anos mais tarde, em 2023, já como senador, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, por receber R$ 20 milhões em propina em contratos da BR Distribuidora.

* Dilma Rousseff: Sucessora de Lula, sofreu impeachment em 2016 por crime de responsabilidade, relacionado às “pedaladas fiscais” e decretos sem aval do Congresso. Posteriormente, a Justiça Federal arquivou a ação por não encontrar dolo em sua conduta.

* Luiz Inácio Lula da Silva: Foi condenado e preso na Operação Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Após 580 dias na prisão, o STF anulou suas condenações em 2021 por falta de competência da Vara de Curitiba e reconheceu a parcialidade do juiz Sergio Moro.

* Michel Temer: Assumiu a presidência após o impeachment de Dilma e, em 2019, ao fim do mandato, foi preso preventivamente na Lava Jato. O Ministério Público Federal (MPF) o acusou de chefiar uma organização criminosa envolvida em propinas, mas ele sempre negou as acusações.

* Jair Bolsonaro: Em setembro de 2025, foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentar dar um golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito. Ele foi acusado de liderar um plano para desacreditar as eleições e tentar se manter no poder após a derrota em 2022.

A trajetória dos presidentes brasileiros desde a redemocratização reflete a constante tensão entre os poderes e os desafios em manter a estabilidade no mais alto cargo da República.

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