Mais um brasileiro recebeu a dose da polilaminina, medicamento experimental desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trata-se de um idoso de 70 anos que sofreu uma queda do telhado no último fim de semana, no Espírito Santo, e teve lesão completa da medula espinhal. Após o acidente, ele perdeu a sensibilidade e a capacidade de movimento do corpo.
A polilaminina é derivada de uma proteína da placenta humana e ainda está em fase experimental. Segundo pesquisadores, a substância atua estimulando a reconexão dos neurônios após lesões na medula, abrindo caminho para a recuperação de funções motoras e sensoriais. Até o momento, o tratamento já apresentou resultados considerados animadores em cinco pacientes.
O paciente está internado no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória. Para o subsecretário de Estado de Regulação do Acesso em Saúde, Gleikson Barbosa, o medicamento representa uma nova perspectiva. “A polilaminina pode revolucionar a medicina. Um medicamento que vai gerar esperança”, afirmou.
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Caso de sucesso
A polilaminina já foi utilizada em um caso considerado emblemático. Em 2018, um homem que sofreu um grave acidente de carro e ficou tetraplégico após lesão na medula espinhal recebeu o medicamento cerca de 24 horas depois do trauma, de forma sigilosa. Inicialmente, ele voltou a movimentar os dedos, depois as pernas. Hoje, aos 31 anos, Bruno de Freitas consegue ficar de pé e caminhar, demonstrando alegria e recuperação funcional. Nesta semana, também noticiamos o caso de um homem que voltou a mexer os braços após aplicação do medicamento.
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