O jovem Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, apresentou sinais iniciais de reação após passar por uma cirurgia experimental com uso de polilaminina, realizada há cerca de uma semana no Hospital Militar de Área de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O procedimento ocorreu junto a outra intervenção de rotina na coluna, que já estava programada.
Tetraplégico desde outubro de 2025, quando foi atingido por um disparo acidental, Luiz Otávio já havia recuperado anteriormente alguns movimentos nos braços. Nesta terça-feira (27), ele relatou que ainda não possui sensibilidade total nas pernas, mas passou a perceber espasmos e respostas na região da coxa, indicando uma atividade neurológica que não existia antes da cirurgia.
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“Fazendo força com a minha mente, eu consegui fazer aquele movimento. Por mais que eu não sinta, mandei o comando para aquilo acontecer”, afirmou.
Especialistas explicam que a melhor janela para o uso da polilaminina é de até 72 horas após uma lesão medular. No entanto, segundo a equipe do Rio de Janeiro ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde o medicamento começou a ser estudado há cerca de 25 anos, ainda há expectativa de resposta porque a lesão não está em estágio crônico e a medula lesionada mantém condições de regeneração.
tpower – @portaltpower
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