Kássio Fernando dos Santos Ragazzi, acusado de tentar arrancar o útero da ex-companheira durante um violento ataque em Belo Horizonte, prestou depoimento no julgamento e admitiu ter agredido a vítima, mas negou que tenha cometido estupro.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Kássio invadiu a residência da ex-companheira na madrugada de 30 de julho de 2024, no bairro Jardim Felicidade, após o fim do relacionamento.
De acordo com a acusação, diante da recusa da mulher em manter relações sexuais, ele a agrediu violentamente, bateu repetidas vezes a cabeça dela contra a parede e colocou a mão dentro da vagina da vítima, em uma tentativa de arrancar o útero. A agressão provocou o dilaceramento do órgão genital e intenso sangramento.
Após o ataque, conforme o MPMG, Kássio fugiu sem prestar socorro, deixando a vítima em estado grave e próxima de perder a consciência. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia e teve a prisão convertida em preventiva em 1º de agosto de 2024.
Durante o depoimento, o réu afirmou que ele e a ex-companheira trocaram agressões. Ele reconheceu ter agredido a mulher, mas negou o estupro e disse que deixou o local acreditando que ela estava lúcida e caminhando normalmente.
Kássio também declarou que havia ido à residência para conversar e afirmou estar arrependido das agressões, dizendo que poderia ter pensado melhor e evitado o encontro naquele dia.
O julgamento começou por volta das 8h30, com previsão de ouvir quatro testemunhas. O réu responde por tentativa de feminicídio com qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica e familiar.
Portal tpower
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